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“O maior gol da minha vida não foi dentro de campo”

Eu era ainda criança quando morava em Minas Gerais. Lembro que, quando meu irmão mais velho voltava do trabalho, ele me levava para treinar e me colocava para jogar no meio dos adultos. Aprendi muito ainda menino, e sou grato até hoje por meu irmão ter demonstrado esse carinho e esse amor por mim.

Desde pequeno, o que eu mais gostava de fazer era jogar futebol. Sempre acompanhava meu irmão quando ele jogava nos times locais, e isso fez crescer dentro de mim o desejo de me tornar jogador. Mais tarde, precisei deixar meus pais em São Paulo e ir para um lugar diferente, com pessoas e cultura diferentes, para perseguir esse sonho. Foi difícil, mas a vontade de me tornar jogador me deu forças para lutar por aquilo que eu queria.

Joguei pelo Suzano Futebol Clube, disputando o Campeonato Paulista de 1984, e depois pelo Clube Tiradentes, em Brasília, no Campeonato Brasiliense. Tem um momento em campo que nunca esqueço: enquanto jogava pelo Tiradentes, marquei um gol contra o Clube Brasília, trazendo um empate para o nosso time num jogo muito disputado e difícil.





Uma pergunta que eu carregava havia anos

Por muito tempo, eu tinha uma dúvida para a qual não conseguia resposta: quem eu era, e por que eu estava aqui na Terra.

Um dia, vi os missionários passando pela rua mais de duas vezes. No final daquela tarde, fui visitar minha cunhada, e aqueles mesmos rapazes que eu tinha visto durante o dia estavam lá. Fiquei escutando eles ensinarem a ela sobre o plano de salvação, e aquilo respondia exatamente às dúvidas que eu carregava havia tantos anos. Foi então que decidi aprender e ser ensinado por eles.

O que mais me chamou atenção na mensagem deles foi justamente isso: o fato de responderem às perguntas da minha alma. Decidi ser batizado apenas uma semana depois de conhecê-los, porque, havia anos, eu tinha essas perguntas da alma, e agora elas finalmente tinham chegado. Senti profundamente que era a decisão certa a ser tomada.

Senti que as respostas que eu esperava havia anos finalmente tinham chegado. Sem nem ter, naquele momento, um testemunho de tudo o que estava aprendendo, decidi me batizar. Lembro que, enquanto estava na pia batismal, ouvi uma voz me dizendo que eu iria ser feliz por ter feito aquela escolha.

Meus amigos do futebol, no início, ficaram indiferentes com a minha decisão, mas depois aceitaram. Nunca me arrependi disso.

Família para a eternidade

Quando me batizei, minha esposa já frequentava a ala. Foi assim que a conheci, e desde então me interessei por ela. Fui ensinado que poderia me casar para toda a eternidade, e que viveríamos juntos para sempre com nossos filhos. Isso era o que eu mais queria para a minha vida.

Ver cada um dos meus filhos decidir servir uma missão foi uma das maiores realizações e felicidades desta terra, poder prepará-los para servir ao Senhor, levá-los ao CTM e buscá-los no aeroporto depois de terem servido ao Salvador.

Quando me tornei avô, olhando tudo o que a nossa família construiu até ali, me senti realizado como marido, pai e agora avô. É uma felicidade enorme, e hoje existe também a esperança de que meu neto sirva uma missão.

Ser chamado para servir como bispo foi também uma bênção imensa aqui na Terra. Essa oportunidade me fez querer ensinar e mostrar aos jovens que servir a Cristo é mais importante do que qualquer riqueza desta Terra. E é incrível ver, hoje, um dos meus filhos servindo como bispo.

O maior gol da vida

Costumo dizer que o maior gol da minha vida não foi dentro de campo. Para mim, isso significa que, se eu perseverar até o fim, poderei ter uma família para toda a eternidade.

O que espero que essa história deixe para quem está lendo é que todos possam ter a oportunidade de obter um testemunho de que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a mesma Igreja que Jesus deixou com Pedro, Tiago e João, e que foi restaurada em nossos dias, que temos um profeta com a mesma autoridade, e que podemos saber qual é a vontade de Deus para a nossa vida.

Artigo escrito com base no relato de Antônio Nogueira Ferreira

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